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Além da senha: como proteger os dados de uma empresa?

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SPS Group

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Criar senhas fortes, únicas e difíceis de adivinhar continua sendo uma prática essencial para a segurança digital. Mas, diante do cenário atual de ameaças cibernéticas, essa orientação já não resolve todo o problema.

Hoje, os invasores exploram engenharia social, campanhas de phishing cada vez mais sofisticadas e técnicas automatizadas para roubar credenciais legítimas e operar dentro das organizações como usuários aparentemente confiáveis.

Esse movimento já pode ser observado em números

Segundo levantamento divulgado pela CISO Advisor, ataques de phishing por QR Code em PDFs cresceram 146% no primeiro trimestre de 2026, mostrando como criminosos estão adaptando campanhas para burlar filtros tradicionais e induzir usuários a compartilhar acessos corporativos.

Além disso, estudos de mercado indicam que 87% das violações começam com credenciais válidas ou comprometidas, o que evidencia um problema estrutural: quando um invasor entra com login legítimo, muitos controles tradicionais deixam de ser eficazes.

Por isso, mais do que fortalecer senhas, as empresas precisam proteger identidades digitais, monitorar comportamentos suspeitos e responder rapidamente a ameaças em andamento.

 

Credenciais válidas: o risco que atravessa todos os controles

Por muito tempo, a segurança corporativa foi estruturada com foco em barreiras externas, como firewall, antivírus, VPN e filtros de acesso. Embora essas camadas continuem relevantes, elas partem de uma premissa que nem sempre se sustenta: a de que ameaças estão do lado de fora.

Quando um invasor obtém acesso por meio de credenciais válidas, ele entra pela porta da frente e isso pode acontecer de diversas formas:

  • Phishing tradicional;
  • Páginas falsas de login;
  • Malware voltado ao roubo de credenciais;
  • Vazamentos de bases de dados;
  • Reutilização de senhas comprometidas.

Uma vez autenticado, o criminoso pode agir como um usuário legítimo, dificultando a detecção.

E o que isso permite na prática?

  • Acesso a e-mails corporativos;
  • Redefinição de senhas internas;
  • Consulta a arquivos e bases sensíveis;
  • Movimentação lateral entre dispositivos;
  • Coleta de dados estratégicos.

O problema é que muitas ferramentas tradicionais não interpretam esse comportamento como ameaça imediata, já que o login em si parece autorizado. Por isso, proteger credenciais deixou de ser apenas uma questão de senha forte e passou a envolver monitoramento contínuo de identidade e comportamento.

 

O phishing evolui, mas como isso impacta a cibersegurança?

 

Se antes as campanhas de phishing dependiam de e-mails com links suspeitos ou erros evidentes, hoje os ataques são muito mais convincentes. O crescimento de phishing por QR Code é um exemplo claro dessa evolução.

Nesse modelo, o usuário recebe um PDF aparentemente legítimo contendo um QR Code que direciona para páginas falsas. Como muitos filtros tradicionais priorizam análise de links diretos e anexos convencionais, essa abordagem consegue contornar parte das defesas.

Além disso, QR Codes despertam senso de urgência e praticidade, com isso os usuários costumam escanear rapidamente sem avaliar o destino.

Esse cenário amplia riscos como:

  • Roubo de credenciais Microsoft 365;
  • Comprometimento de e-mails corporativos;
  • Invasão de ambientes em nuvem;
  • Fraudes financeiras.

A evolução dos ataques mostra que segurança de e-mail continua sendo uma das camadas mais estratégicas de proteção. Afinal, para muitos criminosos, o e-mail ainda é o principal vetor de entrada.

 

Tempo de permanência: o fator que multiplica o impacto

O prejuízo real de um ataque raramente acontece no momento do acesso inicial. Na maioria dos casos, após obter credenciais ou comprometer um endpoint, invasores permanecem ocultos enquanto analisam o ambiente.

Esse período é utilizado para:

  • Mapear ativos críticos;
  • Identificar contas privilegiadas;
  • Localizar backups;
  • Entender rotinas operacionais;
  • Preparar ações futuras.

 

Esse conceito é conhecido como tempo de permanência, funciona assim: quanto maior o tempo de permanência, maior a capacidade do invasor de ampliar danos e entre os impactos mais comuns estão:

  • Ransomware;
  • Vazamento de dados;
  • Sabotagem operacional;
  • Espionagem corporativa.

O agravante é que inteligência artificial e automação vêm acelerando as etapas do ataque, com playbooks automatizados, scripts e análise assistida por IA, os criminosos conseguem reduzir o intervalo entre invasão inicial e ações críticas.

Ataques não são eventos isolados, mas processos contínuos

Outro erro comum é tratar incidentes como eventos pontuais, já que na prática, os ataques modernos seguem uma cadeia contínua, normalmente em etapas:

  1. Acesso inicial: roubo de credenciais, phishing ou exploração de vulnerabilidades.
  1. Persistência: criação de mecanismos para manter acesso contínuo.
  1. Escalonamento de privilégios: busca por contas administrativas ou permissões elevadas.
  1. Movimentação lateral: expansão para outros endpoints, servidores e sistemas.
  1. Execução final: roubo de dados, criptografia ou fraude.

 

Esse fluxo mostra por que bloquear apenas o primeiro estágio não é suficiente. Mesmo com boas práticas preventivas, as organizações precisam assumir que algum nível de comprometimento pode acontecer.

A maturidade em segurança está na capacidade de detectar rapidamente comportamentos anômalos e interromper a progressão do ataque.

 

Detecção sem resposta não reduz risco

Muitas empresas já investem em monitoramento, dashboards e alertas. O problema surge quando há visibilidade, mas não existe capacidade real de resposta e, na prática, isso gera um cenário perigoso:

  • Alertas excessivos;
  • Baixa priorização;
  • Resposta manual lenta;
  • Incidentes ignorados.

Ter centenas de notificações sem contexto ou automação não reduz exposição. Por isso, a segurança moderna exige integração entre:

  • Prevenção;
  • Detecção;
  • Investigação;
  • Resposta.

É nesse ponto que soluções especializadas fazem diferença.

 

Como fortalecer proteção com Email Security e EDR

Diante desse cenário, proteger credenciais e reduzir o impacto de ameaças exige múltiplas camadas. Duas delas se destacam: segurança de e-mail e detecção e resposta em endpoints, o EDR.

  • Acronis Email Security: proteção no principal vetor de entrada

O Acronis Cyber Protect Email Security atua na proteção do ambiente de e-mail corporativo, reduzindo exposição a ameaças antes mesmo de chegarem ao usuário. Entre seus recursos estão:

  • Proteção avançada contra phishing;
  • Análise de links e anexos;
  • Detecção de malware;
  • Proteção contra ameaças zero-day;
  • Prevenção contra Business Email Compromise (BEC);
  • Filtragem inteligente de spam.

Como grande parte dos ataques começa no e-mail, essa camada reduz significativamente a superfície de ataque. E, além disso, ajuda organizações a lidar com campanhas cada vez mais sofisticadas, como QR phishing e anexos maliciosos.

 

  • Acronis EDR: visibilidade e resposta contínua

Mesmo com prevenção robusta, as ameaças podem ultrapassar barreiras iniciais. Por isso, o Acronis Cyber Protect EDR complementa a estratégia com monitoramento contínuo e resposta. A solução oferece:

  • Detecção de comportamento suspeito;
  • Correlação de eventos;
  • Investigação automatizada;
  • Análise forense;
  • Isolamento de dispositivos comprometidos;
  • Resposta rápida a incidentes.

Na prática, isso permite identificar movimentação lateral, processos anômalos e atividades incompatíveis com comportamento normal. E o mais importante: reduz tempo entre detecção e contenção.

Esse fator é decisivo para limitar impacto financeiro e operacional.

Segurança que precisa ir além da senha

Senhas fortes, autenticação multifator e boas práticas seguem relevantes, porém não bastam isoladamente. Quando ataques exploram credenciais válidas, engenharia social avançada e permanência silenciosa, as empresas precisam ampliar estratégia com urgência. Isso envolve:

  • Proteção de e-mail;
  • Monitoramento contínuo;
  • Detecção avançada;
  • Resposta automatizada;
  • Proteção de endpoints.

Mais do que impedir acessos indevidos, o objetivo é reduzir tempo de exposição e interromper ameaças antes que se transformem em incidentes críticos. Com soluções como Acronis Cyber Protect Email Security e Acronis Cyber Protect EDR, as empresas fortalecem sua postura de segurança em toda a cadeia de ataque.

Lembre-se: proteger senhas é importante, mas proteger tudo o que acontece depois delas é indispensável.

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