Uma solução de Disaster Recovery precisa fazer mais do que garantir que os dados da empresa tenham uma cópia disponível.
Quando um ambiente crítico fica indisponível, o desafio real é recuperar sistemas, acessos, conectividade e serviços na ordem certa e dentro de um tempo que a operação consiga suportar.
Essa preocupação já faz parte da agenda das empresas brasileiras.
Segundo a TIC Empresas 2024, do Cetic.br, 71% das empresas que possuíam uma política de segurança digital incluíam continuidade dos negócios e resiliência entre os temas abrangidos por essa política. Entre empresas com 50 a 249 pessoas ocupadas, o percentual chegava a 82%.
O dado ajuda a explicar por que Disaster Recovery deve ser tratado como uma questão de continuidade, e não apenas de armazenamento.
Solução de Disaster Recovery começa pela criticidade da operação
Um erro comum é pensar primeiro na tecnologia e somente depois no que precisa ser recuperado. O raciocínio deveria acontecer na ordem inversa.
Nem todos os sistemas têm o mesmo peso para o negócio. Uma indisponibilidade no ERP, em uma aplicação ligada à produção ou em um serviço essencial pode gerar consequências muito diferentes da perda temporária de acesso a um sistema secundário.
Por isso, antes de avaliar uma solução de Disaster Recovery, é necessário identificar quais serviços são críticos, quais dependências existem entre eles e em que ordem devem voltar.
A pergunta deixa de ser apenas “temos backup?” e passa a ser:
“O que precisa voltar primeiro para que a empresa consiga operar?”
É essa definição que permite dimensionar a estrutura de recuperação de acordo com a realidade do negócio.
Quanto tempo e quantos dados a empresa pode perder?
Dois conceitos ajudam a transformar essa discussão em critérios objetivos: RTO e RPO.
O RTO indica o tempo máximo aceitável para recuperar determinado serviço depois de uma interrupção. Já o RPO está relacionado ao período de dados que a empresa pode aceitar perder durante a recuperação.
A Política Corporativa de Continuidade de Negócios do Serpro utiliza justamente esses parâmetros e determina que prioridades de recuperação e interdependências sejam identificadas de acordo com os objetivos definidos.
O documento também estabelece que planos de continuidade devem ser testados e revisados periodicamente.
Na prática, uma empresa pode descobrir que determinado sistema precisa voltar em poucas horas, enquanto outro consegue permanecer indisponível por mais tempo. Essa diferença interfere diretamente na arquitetura e no investimento necessário para a recuperação.
A infraestrutura para recuperar também precisa estar disponível
Outro ponto crítico é avaliar onde o ambiente será restabelecido se a estrutura principal não estiver disponível.
Não basta possuir os arquivos necessários para recuperação se faltarem capacidade computacional, rede, conectividade ou configurações para colocar os sistemas novamente em funcionamento.
Uma estratégia consistente considera também as dependências entre aplicações. Um sistema pode estar tecnicamente recuperado, mas continuar inutilizável porque outro serviço do qual depende ainda não voltou.
Por isso, ao comparar soluções, vale observar aspectos como redundância, ambiente alternativo, capacidade de processamento, conectividade e proteção das próprias cópias utilizadas na recuperação.
Disaster Recovery precisa ser testado
Um plano que existe somente no papel ainda deixa uma pergunta sem resposta: ele funcionará dentro do tempo esperado?
Os testes ajudam a descobrir detalhes que dificilmente aparecem durante o planejamento. Credenciais desatualizadas, dependências esquecidas, procedimentos incompletos ou tempos de recuperação maiores que o previsto podem mudar completamente o resultado de uma contingência.
O teste também permite revisar responsabilidades: quem inicia o processo, quem valida os sistemas recuperados, quais áreas precisam ser comunicadas e em que momento a operação pode voltar a utilizar o ambiente.
É por isso que, ao avaliar uma solução de Disaster Recovery, olhar apenas para capacidade de armazenamento ou quantidade de backups é pouco.
É preciso considerar criticidade, RTO, RPO, infraestrutura alternativa, redundância, testes, monitoramento e suporte durante a recuperação.
A SPS Tech atua com Disaster Recovery dentro de uma estratégia mais ampla de continuidade.
Se sua empresa possui cópias dos dados, mas ainda não consegue dizer quanto tempo levaria para restabelecer os sistemas que mantêm a operação funcionando, esse é o ponto que precisa ser avaliado antes de uma parada transformar a dúvida em urgência.
